A paisagem que me cerca é feita de concreto e sons de motores e buzinas. É o caos da cidade grande, a selvageria paulistana.
No coração semelhante paisagem se desenha...
Meu alheamento e solidão são como o ir e vir de pessoas que se esbarram mas nem se olham, tão voltados para si que não vêem mais nada à sua volta além do ruminar de seus pensamentos.
A poluição sonora vinda do trânsito de uma movimentada avenida assemelha-se ao caos de sentimentos fora de controle...
O concreto e o cinza dos edifícios, a dureza e a escuridão do asfalto, um céu onde não se vê o azul...tudo lembra a completa ausência de cores e de suavidade dos meus dias.
Essa é a vida concreta-concreto, duro, cinza e frio...
...e um pouco mais! Um canto pra desestressar, dar risadas, desabafar, partilhar lágrimas e sobreviver nesse mundo louco!
quarta-feira, 10 de agosto de 2005
Amigo-tempo-inimigo
Amigo-Tempo-Inimigo, que faz as feridas pararem de sangrar, mesmo que não possa fechá-las; mas que também cobre de poeira os sonhos e esperanças, que diminui a vontade de lutar, até que ela desapareça por completo....Ah, o tempo! Maldito e abençoado, foi a única coisa que me restou! Tempo para ouvir o silêncio de palavras que não são ditas, de um telefone que não toca, de um e-mail que não chega...
Máscaras
O sorriso amável escondendo medos.
O discurso preparado para conquistar afeto e admiração.
Gestos calculados e desculpas ensaiadas, ocultando a covardia, disfarçando corações vazios, encobrindo preconceitos e intenções egoístas.
Máscaras que o ser humano teima em colecionar, e guardar com todo cuidado em prateleiras organizadas no mais íntimo, prontas para serem usadas no momento mais conveniente.
Quero olhar nos olhos das pessoas e enxergar através das máscaras, sem medo, e conhecer suas almas. Quero derrubar minhas prateleiras e quebrar todas as máscaras que usei para esconder meus medos, minhas tristezas...as máscaras que ainda uso, como único meio de ocultar minha alma transparente!
O discurso preparado para conquistar afeto e admiração.
Gestos calculados e desculpas ensaiadas, ocultando a covardia, disfarçando corações vazios, encobrindo preconceitos e intenções egoístas.
Máscaras que o ser humano teima em colecionar, e guardar com todo cuidado em prateleiras organizadas no mais íntimo, prontas para serem usadas no momento mais conveniente.
Quero olhar nos olhos das pessoas e enxergar através das máscaras, sem medo, e conhecer suas almas. Quero derrubar minhas prateleiras e quebrar todas as máscaras que usei para esconder meus medos, minhas tristezas...as máscaras que ainda uso, como único meio de ocultar minha alma transparente!
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