A paisagem que me cerca é feita de concreto e sons de motores e buzinas. É o caos da cidade grande, a selvageria paulistana.
No coração semelhante paisagem se desenha...
Meu alheamento e solidão são como o ir e vir de pessoas que se esbarram mas nem se olham, tão voltados para si que não vêem mais nada à sua volta além do ruminar de seus pensamentos.
A poluição sonora vinda do trânsito de uma movimentada avenida assemelha-se ao caos de sentimentos fora de controle...
O concreto e o cinza dos edifícios, a dureza e a escuridão do asfalto, um céu onde não se vê o azul...tudo lembra a completa ausência de cores e de suavidade dos meus dias.
Essa é a vida concreta-concreto, duro, cinza e frio...
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