Feche os olhos. Faça um pedido!
Pedido? Sempre ouço que tenho que agradecer mais e pedir menos. Sim, tenho muito a agradecer. Mas pelo menos hoje eu posso pedir, né? É meu aniversário!
Quero que todos os desejos de paz, amor e felicidade que recebi hoje se realizem.
Quero ao menos um abraço real. Pelo menos hoje.
Quero a doçura do olhar que já não vejo mais.
Quero sair voando, mas tenho medo de me perder.
Quero fincar os dois pés no chão, mas tenho medo de não me perder.
Quero loucuras. Anseio por intensidade. Mas não aquela que só dura uma noite. Não quero mais uma madrugada, quero uma semana, um mês, uma vida.
Quero uma linguagem só nossa. Quero que meu coração bata tão rápido e tão forte que eu ouça ele batendo quando você chegar perto. Quero que o sangue volte a colorir minhas bochechas.
Quero andar por caminhos diferentes ao invés de continuar fugindo pelo buraco que você deixou quando foi embora.
Quero acreditar que sou tão especial quanto me dizem... não!
Não quero ser especial!
Já perdi a conta do tanto de vezes que me disseram isso, e no final sempre vão embora. Depois, voltam, com cara de fofo pra me dizer o quanto sou especial e diferente de tudo aquilo que eles viveram e o quanto transformei a vida deles. Hum. Tá.
Não quero ser especial pra você. Ser especial qualquer um pode ser. Um amigo é.
Quero fazer parte da sua vida. Quero adaptações. Eu me adapto a seu modo diferente de viver e você ao meu modo envolvente de viver.
Não desejo ser inesquecível, isso pressupõe você não estar comigo. Quero que suas pernas tremam, suas mãos suem e um nervosismo suba antes de cada encontro.
Quero que esteja ao meu lado e pense que nada mais no mundo importa...
Quero só que quem entrar na minha vida, não fuja. Não suma.
Abra os olhos.
Olá, Silêncio. Sabia que você estaria por aqui hoje...
Apague as velinhas.
...e um pouco mais! Um canto pra desestressar, dar risadas, desabafar, partilhar lágrimas e sobreviver nesse mundo louco!
segunda-feira, 25 de abril de 2016
domingo, 10 de abril de 2016
Away from here...
Esse texto escrevi há 11 anos... e relendo hoje, acho incrível como o sentimento expressado através dele pôde me tomar novamente tanto tempo depois...
"Eu não pertenço a lugar algum. Vago por um mundo que me é completamente estranho, procurando um lugar em que eu possa, finalmente, me sentir em casa...
Sinto-me uma estranha dentro do meu próprio corpo. Um corpo que anseia por vida, por movimento, por alegria, enquanto a alma se encolhe a um canto, se entrega ao isolamento, ao cinza de uma existência levada adiante movida por uma força invisível, inexplicável, que a impele a seguir, ainda que sem rumo.
Procuro um lugar onde eu possa me esconder do meu próprio coração e desse sentimento que não me abandona. Não há lugar para o qual eu possa fugir, pois esse sentimento estará lá, me enchendo de esperanças vãs, me atormentando com lembranças do que já não é, e me mantendo prostrada, com os pés enraizados num tempo que já não existe, numa espera dolorosa e sem fim.
Ah! Mundo tão imenso e tão pequeno! Tão grande que não me encontro em parte alguma, e tão pequeno que vejo teu rosto para onde quer que eu olhe... e, sendo assim, não me encontrarei jamais, pois o único lugar em que estou é para onde não posso olhar. Nesse lugar deixei meu coração, batendo eternamente junto ao teu, esperando em vão que você olhe na minha direção..."
"Eu não pertenço a lugar algum. Vago por um mundo que me é completamente estranho, procurando um lugar em que eu possa, finalmente, me sentir em casa...
Sinto-me uma estranha dentro do meu próprio corpo. Um corpo que anseia por vida, por movimento, por alegria, enquanto a alma se encolhe a um canto, se entrega ao isolamento, ao cinza de uma existência levada adiante movida por uma força invisível, inexplicável, que a impele a seguir, ainda que sem rumo.
Procuro um lugar onde eu possa me esconder do meu próprio coração e desse sentimento que não me abandona. Não há lugar para o qual eu possa fugir, pois esse sentimento estará lá, me enchendo de esperanças vãs, me atormentando com lembranças do que já não é, e me mantendo prostrada, com os pés enraizados num tempo que já não existe, numa espera dolorosa e sem fim.
Ah! Mundo tão imenso e tão pequeno! Tão grande que não me encontro em parte alguma, e tão pequeno que vejo teu rosto para onde quer que eu olhe... e, sendo assim, não me encontrarei jamais, pois o único lugar em que estou é para onde não posso olhar. Nesse lugar deixei meu coração, batendo eternamente junto ao teu, esperando em vão que você olhe na minha direção..."
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