terça-feira, 10 de abril de 2018

Revolta!

Eu tento, mas acho que nunca vou aceitar e me acostumar a algumas coisas, como a covardia e o comodismo das pessoas.

Você fica sabendo de comportamentos deploráveis e enojantes de uma pessoa em relação a um familiar ou amigo seu. Até vá lá que você não delete das redes sociais para evitar ter que dar explicações, mas daí a interagir e ficar curtindo e mandando recadinhos amistosos pra mim é um pouco demais, nem meu estômago aguenta, e olha que já vi muita coisa nojenta nesse sentido.

Na hora de dar testemunho de lealdade aos seus, a maioria se acovarda, porque não quer ver que, muitas vezes, pode ser bem parecido com aquele outro... então não enfrenta, inventa mil desculpas e explicações para manter essa "amizade".

Eca. Eu não consigo ser assim.

Demorei pra aprender a não comprar briga dos outros, quando isso é desnecessário, mas jamais vou ser conivente ou me acovardar diante de situações de mau caratismo. Esse tipo de gente simplesmente deixa de fazer parte da minha vida, não quero esse tipo de energia perto de mim.

E o que mais eu vejo à minha volta é um bando de gente covarde... o que me faz lembrar que, na hora da verdade, é comigo mesma e com Deus que eu posso contar!

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Rá... Tim... Boooom...

Feche os olhos. Faça um pedido!
Pedido? Sempre ouço que tenho que agradecer mais e pedir menos. Sim, tenho muito a agradecer. Mas pelo menos hoje eu posso pedir, né? É meu aniversário!
Quero que todos os desejos de paz, amor e felicidade que recebi hoje se realizem.
Quero ao menos um abraço real. Pelo menos hoje.
Quero a doçura do olhar que já não vejo mais.
Quero sair voando, mas tenho medo de me perder.
Quero fincar os dois pés no chão, mas tenho medo de não me perder.
Quero loucuras. Anseio por intensidade. Mas não aquela que só dura uma noite. Não quero mais uma madrugada, quero uma semana, um mês, uma vida.
Quero uma linguagem  só nossa. Quero que meu coração bata tão rápido e tão forte que eu ouça ele batendo quando você chegar perto. Quero que o sangue volte a colorir minhas bochechas.
Quero andar por caminhos diferentes ao invés de continuar fugindo pelo buraco que você deixou quando foi embora.
Quero acreditar que sou tão especial quanto me dizem... não!
Não quero ser especial!
Já perdi a conta do tanto de vezes que me disseram isso, e no final sempre vão embora. Depois, voltam, com cara de fofo pra me dizer o quanto sou especial e diferente de tudo aquilo que eles viveram e o quanto transformei a vida deles. Hum. Tá.
Não quero ser especial pra você. Ser especial qualquer um pode ser. Um amigo é.
Quero fazer parte da sua vida. Quero adaptações. Eu me adapto a seu modo diferente de viver e você ao meu modo envolvente de viver.
Não desejo ser inesquecível, isso pressupõe você não estar comigo. Quero que suas pernas tremam, suas mãos suem e um nervosismo suba antes de cada encontro.
Quero que esteja ao meu lado e pense que nada mais no mundo importa...
Quero só que quem entrar na minha vida, não fuja. Não suma.
Abra os olhos.
Olá, Silêncio. Sabia que você estaria por aqui hoje...
Apague as velinhas.

domingo, 10 de abril de 2016

Away from here...

Esse texto escrevi há 11 anos... e relendo hoje, acho incrível como o sentimento expressado através dele pôde me tomar novamente tanto tempo depois...

"Eu não pertenço a lugar algum. Vago por um mundo que me é completamente estranho, procurando um lugar em que eu possa, finalmente, me sentir em casa...

Sinto-me uma estranha dentro do meu próprio corpo. Um corpo que anseia por vida, por movimento, por alegria, enquanto a alma se encolhe a um canto, se entrega ao isolamento, ao cinza de uma existência levada adiante movida por uma força invisível, inexplicável, que a impele a seguir, ainda que sem rumo.

Procuro um lugar onde eu possa me esconder do meu próprio coração e desse sentimento que não me abandona. Não há lugar para o qual eu possa fugir, pois esse sentimento estará lá, me enchendo de esperanças vãs, me atormentando com lembranças do que já não é, e me mantendo prostrada, com os pés enraizados num tempo que já não existe, numa espera dolorosa e sem fim.

Ah! Mundo tão imenso e tão pequeno! Tão grande que não me encontro em parte alguma, e tão pequeno que vejo teu rosto para onde quer que eu olhe... e, sendo assim, não me encontrarei jamais, pois o único lugar em que estou é para onde não posso olhar. Nesse lugar deixei meu coração, batendo eternamente junto ao teu, esperando em vão que você olhe na minha direção..."

quarta-feira, 30 de março de 2016

Manual de Relacionamentos Amorosos para Mães Solteiras

Depois de muito matutar na minha cachola sobre a razão pela qual e sempre me interesso pelo homem errado, e buscando possíveis cuidados para evitar esse tipo de problema, resolvi escrever esse manual. Ele é composto de três fases:

Fase 1 - Questionário
Você e o cidadão são apresentados. Geralmente o assunto são amenidades e uma tentativa de identificar se os gostos são parecidos, etc. Fuja da tentação de ficar na superficialidade! Para estar apto a ir para a segunda etapa, o cidadão precisa responder a um breve questionário:

a) Você é casado?
Ele pode dizer sim ou não. Se você não está a fim só de uma transa, ele deve obrigatoriamente dizer que não. Mas cuidado! Ele ainda pode ficar na coluna do meio e dizer "meu casamento está em crise" ou estou me separando". Nesse caso, aborte a missão!

b) Você foi casado?
Vale o conselho da questão anterior: separando não é separado. Então, o boy ganha pontos apenas se já está separado e com tudo devidamente legalizado! Se não tem papel e se ele ainda mora com ela, fuja! Se já foi casado, peça que fale um pouco sobre as ex. Se fala muito mal da ex, ligue o alerta: nem sempre as coisas são como ele conta... e daí vc já vê que, se um dia a ex for você, como ele se comportará...

c) Você tem filhos?
Questão delicada. Afinal, você também os tem! Se a resposta for não, é bom analisar o porquê. Pode ser um caso de solteirão convicto bebezão da mamãe, ou o cara não tem a menor vocação pra ser pai, e provavelmente não vai curtir muito os seus filhos. Nesse casom puledireto para a questão "d". Se a resposta for afirmativa, pule automaticamente para a questão "e"

d) Você quer ter filhos?
Desnecessário dizer que se você não quer mais filhos, a resposta dele deve ser não... caso contrário, reprovado!

e) Fale um pouco sobre eles!
Aí você aproveita para coletar informações como idade, se moram com  ele, como é o relacionamento entre eles, etc. Essa questão é crucial pra vc identificar os casos de "minha filhinha" ou de culpite aguda.

Muito bem! Se seu boy magia passou pela fase 1, mesmo achando muito estranho ter que responder a tantas perguntas, sinal que ele está a fim de ir adiante, para os fracos a primeira fase já faz com que desistam e te livra de muitos problemas futuros. Você está liberada para dar uns beijinhos antes da próxima fase.

Fase 2 - Investigação
Arrume um bom amigo que consiga puxar a capivara do cidadão. Daí vc já fica sabendo de problemas financeiros ou de guerras intermináveis com ex-mulheres. Fique alerta a qualquer coisa suspeita, afinal ele vai conviver também com seu filho, cuidado redobrado!
Aqui vale tudo e você deve colher informações de todas as formas possíveis. Saber se tem chulé, se ronca, se tem bafo, se é muito desorganizado, se come demais, se gasta demais, se gosta mais de automóveis e futebol do que de pessoas...
Nessa fase os beijinhos podem evoluir pra uns amassos, porque você precisa saber se tem o mínimo de química antes de aprovar o rapaz pra fase 3...

Fase 3 - Análise comportamental
Hora das apresentações formais às famílias (como amiga!) pra ver como ele se comporta com a sua família, com seus filhos, com a própria família e filhos. Esteja atenta a tudo que descobrir nessa fase! Existe uma grande tendência feminina a ignorar os sinais achando que pequenos problemas podem ser resolvidos depois. O "depois" é quando você já se envolveu demais e vai fatalmente sofrer MUITO. Analise como ele se comporta com seu filho, se é decidido, se resolve os próprios problemas ou delega pra que outros resolvam... se passou no básico, pode rolar uma transa! Afinal é necessário o teste final da química.

Uau! Passou com louvor! Encontrei o amor da minha vida, certo? ERRADO. Mesmo que seu eleito tenha passado em todos os testes, não se anime. Porque 50% da relação depende dele... e sempre pode acontecer o inesperado, ou você pode não ter passado no teste dele!

Decididamente, ando achando que é mais fácil ficar sozinha...

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Tarja preta

Hoje, ao acordar, como acontece de vez em quando, uma avalanche de pensamentos vem à cabeça e resolvi colocar esses pensamentos pra fora ao invés de guardá-los, como usualmente faço. Hoje, resolvi falar sobre o tarja preta.

A cada dia que passa constato o quanto as pessoas ainda são preconceituosas com questões como depressão e remédios controlados. Eu mesma já estive nesse time, daqueles que rotulam as pessoas que tomam esses remédios, rotulam o que é a depressão. Claro que, com os nossos, os mais próximos, os mais queridos, nos tornamos muito mais amenos nos pensamentos e comentários. Mas nem por isso deixamos de ser preconceituosos, na essência.

Na sua frente, as pessoas tem sempre um discurso, uma receita pronta: "você não tem depressão", "você precisa melhorar", procure fazer coisas que você gosta, vai passear"... enquanto pelas costas, o comentário é sempre mais pesado: "fulana sempre foi meio doida mesmo", "isso é frescura", "trabalha que passa", "Deus me live tomar tarja preta"...

Enquanto a grande maioria esconde que tem depressão, que toma remédios controlados e o famoso tarja preta, eu resolvi falar sobre isso abertamente. Por quê? Porque sempre ando na contra-mão. Porque não tenho vergonha de colocar o assunto em pauta. Porque estou cercada de hipócritas com fórmulas prontas, que acham que em conhecem muito bem e que sabem tudo sobre esse assunto. Porque odeio essas verdades absolutas que as pessoas adoram pregar. Porque quero colocar pra fora o que muita gente sente e não tem coragem. porque sou louca, sei lá.

Quando as pessoas sabem que tomo antidepressivo e ansiolítico, a cara de espanto e o comentário são sempre os mesmos: "nossa, você??? nem parece...". É a famosa ideia pré concebida. Quem toma esses remédios é louco de pedra, vive dopado, não sorri, não sai, não passeia, não convive com amigos e família.

Poucos são os que permanecem ao seu lado ao saberem. A grande maioria dá um jeitinho de se afastar, mesmo que de maneira politicamente correta. Afinal, é um porre conviver com um depressivo. Ele não vai dar risada de tudo que você disser. Ele não vai beber até ficar bem louco porque o PT vai ser grande. Ele estará, em muitos momentos, mais introspectivo. Depressivo em crise é chato por essência.

Mas a depressão tem seu lado bom. Graças a ela, eu me informo mais, eu me despi de preconceitos, eu estudo cada vez mais quem eu sou, o que eu quero, o que me leva a estar assim. Eu mudei muitas opiniões e não tenho vergonha de assumir que via as coisas de maneira errada, distorcida ou incompleta. Eu não tenho vergonha de pedir desculpas.Eu luto diariamente para ser uma pessoa melhor e mais verdadeira comigo mesma. eu enfrento todos os meu fantasmas, eu olho pra todos os meus defeitos e, mais que isso, busco corrigi-los.

O preço a pagar é alto. O mundo ao meu redor muda. Eu mudo. Passo a ser mais seletiva com o tipo de pessoas e atitudes que permito fazerem parte da minha vida ou não. Passo a fugir de comportamentos mesquinhos e pequenos. E as pessoas não gostam quando você expõe algum comportamento delas que te desagrada. Elas se afastam.

Vivam vocês aí no seu mundo de Bob. Eu prefiro viver de verdade, mesmo quando isso dói. E dói muito.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Vida Passageira

Acontecimentos e conversas recentes me fizeram pensar o quanto a vida é passageira, e que pessoas também o são... mais que isso, me fez pensar qual o papel de muitas pessoas na minha vida – e meu papel na vida dos outros.

Minha vida nunca foi “linear”. Aquela coisa bonitinha e padrão, estudar, namorar, casar, ter filhos, ganhar dinheiro e viver feliz para sempre – vidinha que muitos casais ‘perfeitos’ querem pregar e que, a todo custo, querem me impor, mesmo que subliminarmente. Minha vida dá guinadas repentinas, de uma hora pra outra eu tenho que desconstruir situações, valores e planos e começar tudo do zero. Isso não significa que eu sou superficial, inconstante ou tantos outros rótulos que me dão. Apenas significa que eu NÃO TENHO MEDO DE TENTAR, e pago o preço por isso, eu sei. Aliás, só eu sei o preço que pago ou já paguei. Mas nem por isso me arrependo de nada, porque sempre fiz o melhor que podia ou sabia no momento, e não tenho medo de mudar de direção ou opinião quando necessário.

Por conta de tantas idas e vindas, de tantos lugares por onde passei e pessoas que conheci, acredito que muitos têm medo de se apegar, de conviver, de se entregar. Triste vida dessas pessoas! Mal sabem eles que as pessoas que me são mais caras e que fazem parte constante da minha vida (mesmo não estando presentes de corpo) são aquelas que não tiveram medo de se entregar, de criar um vínculo. São as pessoas que me conhecem a fundo e sabem que, ao contrário dos rótulos que tenho, eu sou altamente fiel aos que compartilham a vida comigo, e que sempre estou presente quando precisam, mesmo que seja por email, telefone, carta – ou simplesmente em pensamento e oração. E por saberem disso a recíproca sempre é verdadeira, eu sei que mesmo não presentes, mesmo a longas distâncias e por conta dos reveses da vida, essas pessoas estão sempre ao meu lado.
E estar ao meu lado não significa ter os mesmos gostos, as mesmas idéias e opiniões que eu. Significa ter liberdade para falar o que quiser – ou o que for necessário – porque há respeito e companheirismo dos dois lados. Meus melhores amigos nem sempre concordam com minhas atitudes, mas entendem e respeitam. E nem por isso deixam de me amar. E, acima de tudo, não me impõe nada, nem idéias, nem comportamentos...

Aí olho à minha volta e vejo pessoas que, apesar da proximidade ou convivência se tornam tão distantes. Pessoas que insistem em enxergar apenas os rótulos. E que, com isso, justificam suas atitudes. Mais uma vez, pobre vida dessas pessoas! Perderam a oportunidade de serem mais profundas, de conhecer experiências e modos de ver – e de agir – diferentes dos seus, e com isso crescer. Continuam pequenas, fechadas em seu mundinho. Podem permanecer assim para sempre – ou a vida pode dar uma rasteira para que eles aprendam a lição!

Então, quem será permanente e quem será passageiro na minha vida??? Isso não tem nada a ver com laços sangüíneos ou coisa parecida, Tem a ver com afinidade, companheirismo, respeito. E, nesse quesito, aqueles que sob a visão superficial de muitos me parecem distantes são exatamente os mais próximos, enquanto os que estão mais próximos são os mais distantes...

Não sei o que a vida me reserva amanhã. Posso precisar começar tudo de novo, ou não. Pessoas passarão por mim, e escolherão ficar ou simplesmente passar. Então, nessa vida passageira, só me resta aproveitar cada minuto, aproveitar cada momento que posso compartilhar com aqueles que me são caros. E lamentar por aqueles que, por medo, por ignorância, por limitação, por orgulhos, preconceitos e melindres, passarão suas vidas e perderão a oportunidade de compartilhar, de trocar, de dar e receber, enfim, de conviver...